Tenho boas lembranças da matemática na minha infância. Os professores
que me ensinaram matemática até a 4ª série na escola Virgílio Távora não usavam
o terror como método de ensino. Não sofri para aprender matemática.
Sempre gostei de matemática.
Da 5ª a 8ª série costumava ajudar meus colegas a resolver
problemas matemáticos. Na 5ª série, uma professora foi marcante: Dona Ariane,
pela seriedade com que ensinava matemática e pela vergonha que me fez passar diante
de toda a turma. Certo dia, ela me questionou o fato de não usar todas as folhas
do caderno para escrever: escrevia numa folha, deixava a próxima em branco,
voltava a escrever na folha seguinte. Por que eu fazia isso? Até hoje não sei.
O argumento de Dona Ariane era principalmente econômico: o
bolso dos meus pais; ou seja, minha atitude não colaborava para a economia
familiar. A lição me serviu. Foi a primeira vez que tive consciência de que
havia professores que se preocupavam sim
com seus alunos. Dona Ariane, escola Moreira de Sousa, 5ª série.
Minhas notas em matemática sempre foram boas. Certa vez vivi
uma situação surreal. Terminei minha prova, um colega puxou-a de mim, entregou-a
para outro que repassou a outro... Em resumo, minhas respostas correram toda a
sala até que finalmente recebi a prova de volta. O atencioso professor (ou
professora, não lembro quem era) não percebeu a situação.
Eu e a matemática sempre nos demos muito bem.
Santa Inês, Maranhão, 09 de setembro de 2014.

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